Associação Comercial de Mogi é contra as mudanças no Imposto de Renda

Entidade apoia manifesto assinado por 22 entidades que rejeitam projeto de lei 2.337/21

A Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) apoia o movimento da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) contra as mudanças no Imposto de Renda (IR), propostas pelo PL 2.337/21. Para as entidades, a proposta que segue em tramitação no Congresso Nacional, traria uma série de prejuízos para a economia, incluindo, o aumento de desemprego.
O documento que conta com a adesão de mais de 20 entidades de diversos setores econômicos foi encaminhado nesta segunda-feira (26) ao Congresso Nacional para demonstrar “total rejeição” à proposta.

De acordo com os signatários, o projeto aumentaria a carga de impostos e a complexidade do sistema tributário brasileiro. Além da Facesp, o manifesto conta com a assinatura de outras entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Confederação Nacional de Serviços (CNS) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
O grupo avalia como um retrocesso o retorno da tributação de dividendo, medida que foi extinta há 25 anos, “com reconhecidos resultados em termos de arrecadação”. Para as entidades, o projeto de lei geraria insegurança jurídica para os negócios estabelecidos e para os novos investimentos, que já são escassos em decorrência da grave crise sanitária.

Outro ponto analisado pelas entidades é que o projeto aumentaria a carga tributária para importantes setores econômicos, o que na avaliação do grupo traria “virtuais impactos sobre preços em circunstâncias em que se vislumbra a perigosa perspectiva de retorno da inflação”. Na avaliação dos signatários, o conjunto de medidas impactaria ainda no aumento do desemprego no país.
“Enfrentamos um dos momentos mais desafiadores, precisamos de apoio e medidas que possibilitem a retomada da economia e incentivo para empreender, no entanto, o projeto de lei do Imposto de Renda segue na contramão. A Associação Comercial de Mogi apoia o manifesto contra estas mudanças”, destaca a presidente da ACMC, Fádua Sleiman.

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