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Presidente lembra adesão da Associação Comercial na Revolução de 32

Entidade serviu de base de apoio para os paulistas que lutaram no movimento constitucionalista

 

A próxima segunda-feira (9 de julho) marca os 86 anos da Revolução Constitucionalista e a direção da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) lembra a importante participação da cidade e as lições que ficaram do movimento de 32, o qual tinha como objetivo a derrubada do governo de Getúlio Vargas e a criação de uma nova constituição para o Brasil.

A Associação Comercial serviu de base de apoio aos paulistas durante a Revolução Constitucionalista e a direção da entidade faz questão de destacar a importância da Cidade no contexto histórico nacional.

“Perto de completar 100 anos, a ACMC é uma das entidades de classe mais antigas do Estado e, consequentemente, do Brasil. Teve uma participação fundamental no movimento de 32, o qual deixou lições que até hoje alicerçam as nossas bandeiras de combate à burocracia, segurança jurídica aos empreendedores e redução da carga tributária”, ressalta o presidente da ACMC, Marco Zatsuga.

Em 32, a entidade local se pôs a serviço da Revolução e organizou a assistência as famílias dos combatentes, fornecendo alimentos e remédios doados pelos mogianos. A Associação Comercial também serviu como posto de coleta da campanha “Ouro para o Bem de São Paulo”, que arrecadou fundos para financiar a luta dos paulistas.

São Paulo, depois da Revolução de 32, voltou a ser governado por paulistas, e, dois anos depois, uma nova constituição foi promulgada, a Constituição de 1934. “A ACMC permaneceu ao lado dos paulistas e é importante que essa história seja sempre lembrada porque teve uma grande mobilização dos mogianos”, enfatiza o presidente.

Foram três meses de luta armada e os paulistas deixaram o campo de batalha derrotados e com perdas. Entre os que morreram em combate há quatro mogianos -  Voluntário Fernando Pinheiro Franco e Cabo Diogo Oliver, que emprestam seus nomes para duas das principais avenidas da Cidade, José Antônio Benedito e Jair Fontes de Godoy.

“Mogi das Cruzes enviou voluntários para o combate armado e serviu de refúgio para moradores dos locais onde as batalhas eram travadas. Além disso, a Associação Comercial organizou a assistência a famílias dos combatentes, fornecendo alimentos e remédios que eram doados pelos mogianos. É muito importante que a população local, principalmente os mais jovens, conheça essa história”, conclui Marco Zatsuga.


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