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Comerciantes são contrários à proposta de mudanças no trânsito da Vila Oliveira

Em reunião na Associação Comercial, maioria rejeita projeto de alterações em vias como Capitão Manoel Rudge e Laurinda Cardoso Mello Freire

 

Em reunião na manhã de hoje (16/05) na Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), com técnicos da Secretaria Municipal de Transportes, a maioria dos comerciantes e moradores da Vila Oliveira se posicionou contra a proposta de mudanças no trânsito da região das avenidas Capitão Manoel Rudge e Laurinda Cardoso Mello Freire, entre outras vias das proximidades.

Segundo eles, no momento não há necessidade de alterações na mão de direção das vias e a medida pode provocar, inclusive, redução do movimento nos comércios num período de economia difícil. Moradores e comerciantes, porém, apontam outras prioridades para a área, como melhorias na segurança, iluminação pública e calçadas, além de conscientização de motoristas e pedestres em alguns pontos de conflito do tráfego no local.

Os argumentos defendidos pelos comerciantes serão avaliados pela equipe do secretário municipal de Transportes, José Luiz Freire de Almeida, que comandou a reunião de apresentação da proposta. “Estamos ouvindo os comerciantes, assim como iremos fazer com os moradores da região. Também colhemos opiniões no site da Prefeitura, que disponibiliza o projeto para consulta. Até o momento, 113 pessoas já se posicionaram. Vamos concluir a pesquisa na primeira quinzena de junho para chegarmos a uma conclusão se a mudança no trânsito deve ou não ser adotada”, explica o responsável pela Pasta.

Os diretores da Associação Comercial, Mohamad Issa e Roberto Assi, ressaltam que a Associação Comercial cumpre seu papel como intermediária das demandas dos comerciantes junto ao poder público, e adota uma conduta ativa diante dos problemas enfrentados pela categoria. “Estamos sempre ao lado dos comerciantes, por isso, se a maioria for contra, também nos posicionaremos desta forma. O encontro de hoje foi bastante produtivo porque todos tiveram oportunidade de mostrar seus pontos de vista sobre a proposta. Agora, o que não podemos deixar é que uma região tão importante para nosso comércio fique abandonada por causa de mudanças no trânsito”, enfatiza Issa.

O difícil momento econômico do País também foi apontado por muitos comerciantes como justificativa contra a proposta de mudanças no trânsito no bairro considerado um dos mais nobres da Cidade. “Não temos congestionamentos nesta região, mesmo em horários de pico, e também não são registrados acidentes. Além disso, não há pedestres e nem cliclistas, a maioria são mesmo motoristas, que terão prejuízos, assim como nós, comerciantes, já que se a mão única de direção vigorar, nossas vitrines serão olhadas por metade do público que hoje as observa”, alerta Clóris Marcatto, representante da Vila Oliveira Street Mall.

Também comerciante da área, Adriana Pires, dona de imobiliária, critica outro ponto previsto no projeto apresentado pela Prefeitura de Mogi das Cruzes: a mudança na rota do transporte coletivo, que deixaria de circular na Capitão Manoel Caetano e seria direcionado à Laurinda Cardoso Mello Freire. “Cerca de 90% dos usuários de ônibus daquela região é formada por funcionários dos comércios locais e esta alteração seria um transtorno para eles. Tudo precisa ser muito bem pensado para não prejudicar moradores, comerciantes e as demais pessoas que vivem ali todos os dias”, conclui.

Proprietária de duas lojas de roupas infantis, Vivian Gonçalves, avalia que o problema do trânsito na Cidade não está na Vila Oliveira, onde suas clientes não reclamam de problemas no tráfego local, mas sim na região central da Cidade. “Há quem prefira comprar lá para não precisar vir para o Centro, mas se as mudanças forem implantadas, seremos prejudicados porque o acesso ficará mais complicado. O que existe de problema no bairro é a falta de estacionamento porque como não há Zona Azul, algumas pessoas deixam o carro parado na rua o dia inteiro, tirando as vagas dos consumidores. Sou a favor do estacionamento controlado na região”, opina.

O alto investimento em imóveis locados para a instalação de comércios é um dos fatores destacado por Renata Trigo, proprietária de uma loja de roupas na Capitão Manoel Rudge, para que a Prefeitura acate a opinião da maioria dos comerciantes. “Temos custos elevados para nos manter no mercado naquela região, por isso não podemos deixar que o movimento de motoristas que passam por lá diariamente seja reduzido pela metade com a implantação da mão única. Se isso acontecer, vários comércios vão acabar fechando e aquela área ficará abandonada, gerando até mesmo desvalorização dos imóveis”, considera.

Representante da Associação dos Moradores da Vila Oliveira, Mário Júlio de Souza, defende uma ampla pesquisa para que comerciantes, donos de comércios, escolas, pais de alunos, pedestres, entre outros interessados, possam se manifestar sobre o assunto. “Porque se há interesse de dois ou três de fazer estas mudanças, a maioria pensa ao contrário. Já houve intervenções na região central da Cidade que trouxeram problemas, por isso, avaliamos que este não é o momento ideal para se fazer estas alterações, que na nossa opinião, são desnecessárias”, acredita Souza.

O estudo da Secretaria Municipal de Transportes está disponível no site www.mogidascruzes.sp.gov.br

 

Proposta da Secretaria

A principal proposta da Secretaria é a transformação da Avenida Capitão Manoel Rudge em mão única de direção, no sentido Centro-Bairro. O sentido inverso seria feito pela Laurinda Cardoso de Mello Freire e pela Rua Sebastião Domingues, que também passariam a ter sentido único, mas Bairro-Centro. Também é proposta a inversão de mão de direção na Rua Professor João Cardoso Pereira, no quarteirão entre a Manoel Rudge e Laurinda Mello Freire. A circulação na praça Francisca de Campos Mello Freire também é estudada. Os principais pontos de conflito a serem eliminados estão no encontro da Manoel Rudge e da Rua Sebastião Domingues com a Praça Norival Tavares, principalmente para os pedestres, e da João Cardoso Pereira com a Laurinda Mello Freire e Manoel Rudge.


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